No embalo da Feirasol 2026, lideranças municipais deram um passo decisivo para transformar paisagem em destino: a proposta de criação de um consórcio intermunicipal para gerir o Geoparque Triássico do Vale do Rio Pardo foi apresentada durante assembleia da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo, em Vale do Sol. A iniciativa busca estruturar o território — que reúne dez municípios — para alcançar reconhecimento internacional junto à Unesco.
A proposta, conduzida pela Associação de Turismo da Região do Vale do Rio Pardo, aposta em um modelo de governança compartilhada para dar consistência institucional ao geoparque, um território marcado por fósseis do período Triássico e patrimônio geológico de relevância global. A criação do consórcio, segundo a entidade, é vista como etapa fundamental para garantir segurança jurídica, estrutura técnica e acesso a منابع — elementos-chave para consolidar políticas públicas, preservação ambiental e turismo qualificado.
Durante o encontro, lideranças destacaram que o movimento vai além da formalização burocrática. A proposta prevê assinatura de protocolo de intenções, definição de estatuto e constituição jurídica própria — etapas que, na prática, permitem integrar esforços e transformar potencial científico em experiência turística.
Anfitrião da assembleia, o prefeito de Vale do Sol ressaltou o simbolismo do momento, marcado pela retomada da feira após anos de interrupções. Em um cenário de reconstrução e novos investimentos, o discurso predominante foi de oportunidade: alinhar planejamento, captar recursos e estruturar projetos capazes de reposicionar a região no mapa do turismo.
Representantes do governo estadual também apontaram um ambiente institucional favorável, com maior aproximação entre Estado e municípios, além do fortalecimento de consórcios como instrumentos de gestão regional. Nesse contexto, o Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo foi citado como referência de articulação pública no estado.
A pauta ambiental igualmente ganhou espaço, com destaque para iniciativas de adaptação climática e planejamento integrado, reforçando que o futuro do turismo regional passa, inevitavelmente, pela sustentabilidade e pela cooperação entre cidades.
